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Menos volume, mais naturalidade: reversão de preenchimentos muda os rumos da estética facial

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Menos volume, mais naturalidade: reversão de preenchimentos muda os rumos da estética facial

Busca por resultados mais sutis amplia o interesse por tratamentos voltados à qualidade da pele, firmeza e sustentação do rosto

Depois de anos marcados por maçãs do rosto projetadas, mandíbulas definidas e lábios volumosos, a estética facial passa por uma mudança de direção. A procura pela reversão ou suavização de preenchimentos de ácido hialurônico cresceu, principalmente entre pacientes que desejam recuperar traços mais naturais e individualizados.

Popularmente conhecido como “desarmonização facial”, o movimento ganhou visibilidade após personalidades compartilharem a retirada de preenchimentos nas redes sociais. No entanto, especialistas ressaltam que a tendência não representa o abandono completo dos procedimentos injetáveis. Em vez disso, indica uma postura mais cautelosa em relação ao volume e uma atenção maior às diferentes estruturas envolvidas no envelhecimento.

Foto: IA

No consultório

Nesse novo cenário, a expectativa não é necessariamente parecer mais jovem a qualquer custo, mas preservar a anatomia e alcançar uma aparência descansada. O resultado desejado tende a ser mais discreto e menos associado à percepção imediata de que houve uma intervenção.

“Os pacientes que buscam tratamentos médicos de beleza priorizam majoritariamente um resultado que seja clean, suave, para melhorar a qualidade da pele, com tratamentos de sustentação e prevenção, mas nada de intervenções exageradas ou que mudem a anatomia. Eles querem esse ar de elegância e sofisticação também no rosto”, destaca o dermatologista Dr. Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Opções para quem não deseja fazer cirurgia

Para pacientes que não querem passar por um procedimento cirúrgico, tecnologias voltadas à renovação e à contração da pele também ganham espaço.

Entre elas está o modo microcoring do laser Hybrid CO2, que remove pequenas frações cilíndricas de tecido para estimular a contração da pele. Segundo o Dr. Abdo Salomão Jr., a técnica busca resultados mais intensos do que os obtidos com tecnologias superficiais, mas com menor invasividade em comparação a uma cirurgia.

“O procedimento não é tão invasivo quanto as cirurgias plásticas, mas promove resultados mais significativos que muitas tecnologias para a pele. A ação do laser Hybrid Co2 no modo microcoring é a de remover microfrações de pele, em microcilindros, com espessura em torno de 0,7mm até 1 milímetro. Com a remoção de microtubos da pele, o tecido cutâneo é obrigado a se contrair. Essa contração intensa confere um resultado parecido com o peeling de fenol. No entanto, além de não ter todos os efeitos colaterais da substância, o tempo de recuperação é muito menor, de sete a 10 dias, e com total segurança”, diz o médico.

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