A radiofrequência utiliza energia para aquecer de forma controlada as camadas da pele. Na versão monopolar, uma ponteira é aplicada sobre a área a ser tratada, enquanto uma placa é posicionada em outra região do corpo. Juntas, elas permitem a passagem da energia.
Segundo o dermatologista, a maior parte dessa energia se concentra na região em que a ponteira é aplicada. O objetivo é atingir principalmente a derme, camada da pele onde estão localizadas as fibras de colágeno.
“A radiofrequência provoca um choque térmico na pele, promovendo uma contração imediata das fibras e da derme”, explica o dermatologista. Na prática, o aquecimento faz com que as fibras de colágeno já existentes se contraiam e também estimula os fibroblastos, células responsáveis pela produção de novo colágeno.
“O fibroblasto é extremamente sensível a esse choque térmico. Quando isso acontece na derme, ele reage produzindo colágeno”, afirma. Por isso, parte do efeito pode ser percebida logo após a sessão, enquanto os resultados relacionados à formação de novo colágeno aparecem de forma gradual ao longo do tempo
De acordo com o especialista, a principal indicação da radiofrequência é o tratamento da flacidez em regiões como rosto e pescoço.
“A principal função é promover a contração da pele sem perda de gordura. Ela é muito boa para flacidez de face e pescoço e para melhorar o contorno facial”, explica.