Aos 47, Carolina Dieckmann aposta em procedimento que dá efeito lifting sem cirurgia

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Aos 47, Carolina Dieckmann aposta em procedimento que dá efeito lifting sem cirurgia

Saiba o que é o tratamento estético facial feito pela atriz Carolina Dieckmann e os efeitos da radiofrequência monopolar na pele

Carolina Dieckmann mostrou nas redes sociais uma sessão de radiofrequência monopolar, procedimento que promete melhorar a firmeza da pele e estimular a produção de colágeno (Reprodução/Instagram)

Carolina Dieckmann chamou atenção nos últimos dias ao compartilhar um dos procedimentos que fazem parte de sua rotina de cuidados com a pele. Aos 47 anos, a atriz mostrou nas redes sociais uma sessão de radiofrequência monopolar, realizada com o aparelho coreano Volnewmer, e deixou claro que sua intenção não é transformar o rosto.

“Não preciso mudar nada e não quero mudar nada, só dar uma melhoradinha”, afirmou nas redes.

Mas o que acontece, de fato, na pele? E aquele efeito mais “esticado” observado depois da sessão pode ser chamado de lifting? O dermatologista Dr. Abdo Salomão, doutor em Dermatologia pela USP membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica.

A radiofrequência utiliza energia para aquecer de forma controlada as camadas da pele. Na versão monopolar, uma ponteira é aplicada sobre a área a ser tratada, enquanto uma placa é posicionada em outra região do corpo. Juntas, elas permitem a passagem da energia.
Segundo o dermatologista, a maior parte dessa energia se concentra na região em que a ponteira é aplicada. O objetivo é atingir principalmente a derme, camada da pele onde estão localizadas as fibras de colágeno.

“A radiofrequência provoca um choque térmico na pele, promovendo uma contração imediata das fibras e da derme”, explica o dermatologista. Na prática, o aquecimento faz com que as fibras de colágeno já existentes se contraiam e também estimula os fibroblastos, células responsáveis pela produção de novo colágeno.

“O fibroblasto é extremamente sensível a esse choque térmico. Quando isso acontece na derme, ele reage produzindo colágeno”, afirma. Por isso, parte do efeito pode ser percebida logo após a sessão, enquanto os resultados relacionados à formação de novo colágeno aparecem de forma gradual ao longo do tempo

De acordo com o especialista, a principal indicação da radiofrequência é o tratamento da flacidez em regiões como rosto e pescoço.
“A principal função é promover a contração da pele sem perda de gordura. Ela é muito boa para flacidez de face e pescoço e para melhorar o contorno facial”, explica.

A quantidade de sessões não segue uma regra única: ela varia de acordo com o aparelho utilizado, os parâmetros do tratamento e as características da pele de cada paciente. Segundo Salomão, uma única aplicação já pode trazer benefícios, mas a manutenção é importante porque o envelhecimento continua acontecendo ao longo do tempo.

“Uma sessão já vai dar resultado também. O ganho daquele colágeno é real, mas o processo de envelhecimento é dinâmico e contínuo, então você precisa continuar estimulando”, afirma.

Na prática, o dermatologista costuma indicar de duas a três sessões por ano, sempre de acordo com a avaliação individual.

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