Canetas emagrecedoras e os efeitos no corpo que vão além da perda de peso
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Tecnologias estéticas avançam, mas bons resultados ainda começam pelo diagnóstico
A medicina estética vive uma fase de expansão marcada por equipamentos cada vez mais precisos, capazes de atuar em diferentes camadas da pele e do tecido corporal. Lasers, radiofrequência, ultrassom focalizado, microagulhamento robótico e tecnologias eletromagnéticas passaram a ocupar espaço importante nos tratamentos de rejuvenescimento, flacidez e contorno corporal
“Essas tecnologias podem contribuir para o rejuvenescimento da pele, melhora da flacidez, remodelamento do colágeno e redução localizada de gordura, desde que haja indicação correta, protocolos seguros e acompanhamento profissional”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Entre as tecnologias mais recentes estão sistemas híbridos de CO2, que combinam diferentes formas de ação, e o microcoring, técnica que remove pequenos fragmentos de pele para estimular a regeneração.
Casos leves de flacidez podem ser tratados com radiofrequência monopolar. Já alterações moderadas podem exigir ultrassom microfocado ou radiofrequência microagulhada.
Segundo Abdo, uma das vantagens do microagulhamento associado à radiofrequência é a maior preservação da epiderme, o que pode torná-lo uma opção interessante para determinados tons de pele. Ainda assim, parâmetros, profundidade e intensidade devem ser definidos individualmente.
No corpo, as tecnologias podem ajudar na redução de medidas, na melhora da firmeza e no tratamento de áreas com gordura localizada. Estudos e protocolos clínicos apontam diminuições de circunferência em regiões como abdômen, quadris e coxas, mas os resultados não são iguais para todos.
Número de sessões, energia aplicada, equipamento utilizado, área tratada e características individuais interferem diretamente na resposta.
Além disso, esses procedimentos não substituem o emagrecimento nem são indicados como tratamento para obesidade. Eles costumam funcionar melhor em pacientes próximos do peso desejado e com alterações localizadas.
“O bom resultado começa com diagnóstico adequado: entender se o problema é flacidez, gordura localizada, qualidade da pele, excesso de pele ou uma combinação de fatores”, explica o dermatologista.
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